quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Esperança

   Aquela rua durante o entardecer era o mais tranquilo lugar do mundo. A brisa fria que balançava os meus cabelos, as arvores que pareciam esculpidas por um artista, o negro da horta que abraçava todo lugar, as cores amareladas em conjunto faziam daquele lugar sagrado. Ouvia-se um cão latindo no fundo que me lembrava o quanto eu queria ter um cachorro naquele momento. Eu precisava de algum amor pra cuidar e criar como um filho, e conclui que um cachorro seria perfeito. Minha garganta estava rasgando de tantos cigarros que fumei, com o pulmão cor de cinza eu só precisava e pensava em fumar mais um cigarro. Mais um de vários, ou esse era finalmente o último?